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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para
a possibilidade de haver uma segunda onda de
contágios da gripe A (H1N1) ainda mais mortal.
Especialistas portugueses estão preocupados com
a possibilidade de uma recombinação da nova
estirpe com o vírus da gripe sazonal,
tornando-se mais agressiva.
A indústria farmacêutica espera receber
instruções na próxima semana para começar a
fabricar uma vacina, que depois levará até 12
semanas a chegar ao mercado.
Por enquanto ainda há um grande desconhecimento
do novo vírus, o qual pode sofrer uma mutação
com o vírus da gripe sazonal, diz ao CM a
epidemiologista do Instituto Nacional de Saúde
Ricardo Jorge, Cristina Furtado. "Não se
conhecem bem as características desta estirpe e
as mutações virais são sempre uma surpresa, pelo
que se assiste a alguma lentidão nas
investigações", admitiu.
Segundo a especialista, que integra a Comissão
de Emergência do Ministério da Saúde para esta
crise pandémica, são "necessários ensaios
clínicos em humanos".
Para já, sabe-se que o vírus pode ser
transmitido a outras pessoas durante os sete
dias em que o doente tem sintomas, mas também
antes do aparecimento destes, durante o período
de incubação do vírus, de quatro a cinco dias,
quando não há sinais de febre ou tosse. "Tal
como a sida, a pessoa infectada com o vírus da
gripe durante o período de incubação pode
infectar outros e não saber que está infectada,
exemplificou.
CASO PORTUGUÊS CONFIRMADO
A portuguesa de 31 anos, o primeiro caso
confirmado em Portugal "já teve alta clínica e
tratou-se sem recorrer aos antivirais",
medicamentos considerados mais eficazes no
combate ao vírus.
A "boa condição física" da paciente terá sido
determinante para a melhoria do seu estado. Não
existem outros casos em investigação
laboratorial no Instituto Ricardo Jorge e os
passageiros que viajaram com a doente foram
"identificados e contactados individualmente"
para saber se houve alguma evolução do seu
estado de saúde, disse ontem a ministra da
Saúde, Ana Jorge. Segundo Fernando Maltez,
director do Serviço de Infecciologia do Hospital
Curry Cabral, "nem todas as pessoas precisam de
antivirais para tratar uma gripe".
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